Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

têm olhos e não vêem...

14
Jun10

 

 

 

“A GRANGINHA”


Os Celtas a fundaram.
Os Romanos dela tomaram conta e os Cristãos aí assentaram.
Os Mouros ocuparam-na, cuidando-a com desvelo.
A Reconquista nela assinalou o seu avanço com transformações na CAPELA.
Por umas, outras e outras razões, foi a GRANGINHA apreciada nos interesses da Nobreza e/ou do Clero.
Até aos desmandos selvagens sofridos nos últimos Trinta Anos, foi um Lugar de eleição.
Sempre mereceu os sacrifícios dos seus moradores, pois os Baldios e as vinhas e os quintais cultivados retribuíam com ricos e saborosos alimentos e belíssimas paisagens.
Aí, na GRANGINHA, no seu núcleo de habitação e na sua área territorial, toda a Natureza foi sempre deslumbrante.
Aí, o nascer, o pôr do Sol e o pôr-do-sol desfrutam-se com arrebatamento.
Aí, até a visão humana parece ser capaz de ir mais além do vermelho ou do violeta!
A Língua Portuguesa é rica, delicada. Nela, até o Diminutivo é uma forma especial de Aumentativo e de Superlativo.
Pelos seus naturais encantos, pela bondade dos seus ares, pela delicadeza e dignidade das suas gentes, desde sempre esse rincão foi tratado como GRANGINHA.
Foi a expressão ternurenta, comovida, afectiva escolhida por aqueles que a conheceram para traduzirem quanto impressionados ficaram com esse pedacinho de paraíso.
Roubada, maltratada, injuriada, decepada, nos tempos que correm, por cretinos de toda a espécie (e feitio), ainda um dia voltará a ser um lugar sagrado.
A História far-lhe-á Justiça.
A GRANGINHA foi, e sempre será, um Jardinzinho do Jardim do ÉDEN!


Um Neto da GranGinha
(Luís da Tia São)

(pormenor Capela da Granjinha)

2 comentários

Comentar post